quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Rising sun (em sol menor)

On the street of villains taken for a ride
you can have the devil as a guide
crippled by the boundaries, programmed into guilt
'til your nervous system starts to tilt.

And in the room of mirrors you can see for miles
but everything that's there is in disguise
every word you've uttered and every thought you've had
is all inside your file, the good and the bad.

But in the rising sun you can feel your life begin
universe at play inside your DNA
you're a billion years old today
oh the rising sun and the place it's coming from
is inside of you and now your payment's overdue
oh the rising sun, oh the rising sun.

On the avenue of sinners I have been employed
working there 'til I was near destroyed
I was almost a statistic inside a doctor's case
when I heard the messenger from inner space
he was sending me a signal that so for long I had ignored
but he held on to my umbilical cord
until the ghost of memory trapped in my body mind
came out of hiding to become alive.

And in the rising sun you can hear your life begin
and it's here and there nowhere and everywhere
though its atmosphere is rare
oh the rising sun and the place that it's coming from
is inside of me and now I feel it constantly
oh the rising sun, oh the rising sun, oh the rising sun.

But in the rising sun you can feel your life begin
universe at play inside your DNA
you're a billion years old today
oh the rising sun and the place it's coming from
is inside of you and now your payment's overdue
oh the rising sun, oh the rising sun, oh the rising sun.
(George Harrison)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A música que o chico cantou pra mim*

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

(estúdio da TVE, camisa verde água, violão, 1995, programa do betinho. o tempo passa)

sábado, 6 de dezembro de 2008

Poemente


O sol poente
ri assim
pra gente

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Mal secreto

Não choro,
Meu segredo é que sou rapaz esforçado,
Fico parado, calado, quieto,
Não corro, não choro, não converso,
Massacro meu medo,
Mascaro minha dor,
Já sei sofrer.
Não preciso de gente que me oriente,
Se você me pergunta
Como vai?
Respondo sempre igual,
Tudo legal,
Mas quando você vai embora,
Movo meu rosto no espelho,
Minha alma chora.
Vejo o rio de janeiro
Comovo, não salvo, não mudo
Meu sujo olho vermelho,
Não fico calado, não fico parado, não fico quieto,
Corro, choro, converso,
E tudo mais jogo num verso
Intitulado
Mal secreto.
(jards macalé)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A conta, por favor

Ninguém me avisou que aos 35 não ia dar pra pedir a conta e começar a noite de novo noutro bar. As coisas não começam aos 35. Elas estão lá - ou não estão. E eu também não sou uma pessoa. Não sei se vocês sabem, mas jornalistas não são pessoas. Não escrevem em primeira pessoa do singular. NUNCA. Não existe eu. Também não batem palma quando alguém termina um discurso ou palestra e eles estão lá cobrindo o evento. Podem ter gostado muito, achado genial. Quer dizer, não podem, porque jornalista não acha, logo não bate palma nem vaia. E também não existe hoje, ontem ou amanhã. Quer dizer, hoje é ontem. Amanhã é hoje. E ontem... well, who cares? E os problemas se amontoam em cima da mesa, do banco de trás do carro, do armário do quartinho. Até porque problema é um negócio que não resiste a um fechamento. Porque fechamento é uma mágica segundo a qual qualquer coisa pode ser adiada, enrolada, ignorada, menos o próprio fechamento, naturalmente. E quando você vê.. são cinco para meia noite e hoje está prestes a virar anteontem.

sábado, 22 de novembro de 2008

Golden hair

Lean out your window, golden hair
I heard you singing in the midnight air
My book is closed, I read no more
Watching the fire dance, on the floor
I’ve left my book,I’ve left my room
For I heard you singing through the gloom
Singing and singing, a merry air
Lean out the window, golden hair...
(james joyce)

Sister

Well, I keep on thinkin' bout you...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Sanguinho no caminho

Comprei Loki? na segunda edição, em 1983. Antes do relançamento da Baratos Afins era um item de colecionador, raríssimo mesmo nos melhores sebos do ramo. E não era uma boa lembrança. O vendedor da loja em Campinas, 220 volts, disse que não queria ouvir de novo, com uma cara que só fui entender completamente muito tempo depois. Loki? é um daqueles discos insuportáveis, um soco no estômago, um excesso de sinceridade que deveria ser proibido pelo Ministério da Saúde. É um disco tarja preta, com sérios efeitos colaterais e completamente intenso. É o disco da separação, para ele dupla, da mulher e da banda, das duas coisas que mais amava e/ou dependia. Não tem nada a ver com Syd Barrett, delírios, psicodelia, blablablá. Se há uma droga que inspira esse disco, de A a Z, essa droga é o amor, a mais poderosa e letal já inventada e, ninguém nega, a mais inspiradora. Loki?, de 1974, é irmão gêmeo de Blood on the Tracks, 1975, de Bob Dylan, outro disco tarja preta. Ouvi essa bolacha envenedada quando saiu, e meus ouvidos eram hard rock para as sutilezas e angústias que ela trazia. O adolescente zeppeliano-purpleano-progressista não conseguia entender nada, passar da superfície. Primeiro, a barreira musical: não havia riffs de guitarra! Depois, o Himalaia: as letras. A música um dia, depois de muita insistência (o crítico da Pop dizia que o disco que era genial!), explodiu na minha cara e foi como uma iluminação, uma ponte para um novo mundo, a salvação, o que impediu que eu me tornasse um dos desses metaleiros velhos ridículos (como alguém com mais de 30 anos pode escutar Iron Maiden?). Mas o pico da montanha só galguei muito tempo depois, com muito esforço e dor. Ninguém merece, ou talvez esse seja o preço. Com Loki? também foi assim. É preciso experiência. Are you experienced? Está certo disso? Não quer ajuda dos psiquiatras? Dylan foi profissional com a dor e seguiu, sem parar, está correndo até hoje na sua endless tour fugindo dos caminhos ensangüentados. Você encontrar restos de Blood on the Tracks em vários discos posteriores, como se ele estivesse respondendo às perguntas, obsessivo, ele que cantou que nunca se acostumou com isso (a separação), apenas aprendeu a desligar a maquininha na cabeça, mas ainda sentia o "saca-rolhas no coração". Arnaldo foi pras cabeças, a ruptura. "Singin' Alone", de 1982, que o diga: "I fell in love onde day/To a lady so cold/She had all the magic serpents". E segue, na minha tradução livre, com "chutei o balde, me transformei num tolo e, como se alguém me puxasse, comecei a nadar nas minhas lágrimas". Alguém jogue um bote salva-vidas.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

As chagas de santo Arnaldo

No momento da fusão-conversão, santo Arnaldo caiu para a morte e renasceu. Foram anos antes de confusão, estado alterado, depressão. Seu irmão Sérgio ataca a "mídia", o que é típico, porque Sérgio é muito mais mundano, egocêntrico, arrogante, e joga a sua culpa na imprensa. Os políticos e donos da verdade adoram fazer isso, incapazes de reconhecer o instinto humano refletido nesses relatos. Os loucos e santos atraem a curiosidade porque ousam ir aonde sequer sonhamos. Santo Antão vendeu tudo que tinha, que não era pouco, e foi viver entre os demônios no deserto, a pão e água. É uma história extraordinária, com ou sem imprensa. Mas na minha experiência, desde ouvir no programa de rádio da madrugada de Carlinhos "Pop" Gouvea que Arnaldo havia pulado, só vi respeito dos jornalistas quando falavam dele. Respeito até excessivo, porque o assunto era quase um tabu, porque ele era reverenciado, mesmo quando era chamado de Syd Barrett brasileiro. Não há nada a se glorificar na destruição das drogas, mas de certa forma os dois foram santificados, e há neles aquela condição de renúncia, de deixar o mundo do sucesso, do reconhecimento, da vaidade das vaidades. Ficar sem dinheiro, morar com mãe no interior da Inglaterra ou num sítio em Minas. O importante é que Arnaldo emergiu como símbolo de vitória (Syd não conseguiu), de tudo que ele representa para pessoas que imaginaram uma utopia de paraíso aqui na terra, de toda a carga de missionário que queria "desbundar o maior número de pessoas possível". Em 1972, os Mutantes foram tocar em Mococa, no estádio do Radium Futebol Clube, do lado da casa dos meus pais. Eu tinha 10 anos e nenhuma noção do desbunde, exceto pelo disco Jovem Guarda do Roberto Carlos e os Beatles como Reis do Ieieiê na televisão. Lembro de pedir 10 cruzeiros para o meu pai e ir distraidamente para um encontro com o destino. Sentei na grama, não havia 100 pessoas lá, e vi aquelas figuras estranhas caminharem para o palco, o maior que já havia visto na minha vida. Depois, branco. Disseram que o som era ouvido a quilômetros de distância. Não me lembro de nada. Acordei depois, em algum lugar do futuro.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Santo Arnaldo

Ontem falei com Arnaldo Baptista. Bom, murmurei alguma coisa e agradeci. "Eu é que agradeço", disse. Fui ver o documentário, estava lotado. Imagens incríveis, principalmente as dos anos 70, pesadas, tensas. Há uma fragilidade quase angelical nele. Temo que seja necessário beatificar Arnaldo. A Paixão de santo Arnaldo. Paixão e separação, é sua via dolorosa, sua long and winding road. Ele já é um mito; foi mitificado em vida, ao contrário dos outros ícones imolados na fogueira do rock and roll. É como se ele estivesse morrido, ido naquela viagem aos infernos da Divina Comédia e voltado, mas sem muita vontade de contar o que viu. Agora é um sorriso constante, uma alegria infantil, outra pessoa, ou uma pessoa só revisitada.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Haveres

Chega uma hora pra tudo nesta vida. Uma hora qualquer que chega no auge de um qualquer momento de luz - ou seja, quando se vence o medo e flutua-se na superfície líquida e serena desta expressão energética chamada vida! Ora direis, imbecis humanos, conversar com pontos luminosos no céu! Ouvir dos astros um relato: estamos aqui desde o início da criação, ou seja, o que vocês não podem sequer conceber. Muda mundo mutantes seres que anseiam por uma saída: haverá? Haverá, caro leitor?

sábado, 20 de setembro de 2008

Criador de sombras

Quem quer criar sombras?
Afogas teus sonhos em desenganos
Publicamente explode teus desejos
E concordas com argumentos espúrios
Quem quer domar os ventos?
Esquecer dos grilhões do destino
E submeter-se às humilhações diárias
Esperando o pagamento nos dias cinco, dez, vinte
Criar sombras, domar os ventos
Embebedar-se de oceanos
Tragar os céus
Defecar galáxias
Peidar universos
Quem quer viver em bolhas de ar
Comprimir-se até o mínimo
E disputar o espaço impossível
Até que a vontade seja nula
E cabeças sejam plantadas em vasos
E o centímetro quadrado tenha um valor imensurável
Quem quer mastigar pedras?
Ater-se à lógica para explicar o instinto
Juntar contrários e dividir os iguais
Possuir terras legendárias nas fronteiras inatingíveis

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Praia Mar Hotel

Você não pensa e pensa que isso é bom
Eu penso muito e você diz que isso é ruim
É bobagem, mas eu tenho motivos para ser assim
Eu faço do meu pensamento uma espécie de trampolim
Eu me apoio nele, salto e mergulho em um abismo sem fim
Mas não pense que eu não sofro quando penso
Eu sofro, e penso mais para me livrar do sofrimento
Chego a ir tão fundo que quase me arrebento
Mas pior não é sofrer: pior é sofrer e não poder dizer
Porque não existem palavras que traduzam esse sentimento
Entretanto, penso
Penso até o dia em que eu possa dizer, inundado de bom senso:
Penso o que é bom; o que é ruim, dispenso.

São Luís do Maranhão, circa 1989

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Monday Song

Snowy
Josh Rouse

Put on your winter coat my dear
They say the snow is coming hard
Gonna be the worst in years
It seems my old world has disappeared

The way you roll your eyes like that
It makes me not want to talk
We'll sit and watch the plants for a while
If we don't bring them in they'll die
I walk over to where you are
I see the sky is pulling down
Doesn't make a sound out here
It's gonna stay that way it appears

And the evening is burning baby, one, two, three
It's the closest thing to motion that we'll ever see
Here's a glass little girl
We should toast to the world
On this snowy night

Have you seen the news it looks dire
They're closing all the roads
Looks like we're stuck inside tonight
I'll go and put some wood on the fire

The wind is blowing through the top of the stove
The flame struggles to survive
I see you left your keys by the door
I can't believe you would brave this storm

And the evening is burning baby, one, two, three
It's the closest thing to motion that we'll ever see
There's no chance little girl
It's too fast little girl

And the wheels keep spinning on the icy street
It's the closest thing to motion that we'll ever see
There's no chance little girl
You won't last little girl
On this snowy night

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Humor

Sempre estou de bom humor
Mesmo nos piores momentos
Mesmo quando não me aguento
Chuto a porta, mordo o cachorro
Ranjo os dentes, fico louco
Sempre conto até dez
Quando brigo no trânsito
Quero matar alguém
Grito e esperneio e buzino
Quebro tudo, passo o sinal
Sempre vejo o lado bom
Se meu time perde
No último minuto
Penso comigo, como é bonito
O esporte bretão
Meu humor é inabalável
Sou um sujeito estável
O padrão do bom-mocismo
O fino no trato
Sempre sou mui educado
Mesmo quando respondo
Ah (lê-se: Vá se catar)
Bom pra você, KT
Não quero nem saber

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Transacional

A criança chora
Implora
Não vê saída
Não vê mais vida
A criança grita
Esperneia
Quer de volta o colo
Os braços da sereia
A criança sabe
Que está perdida
Quer a mãe
Espera o pai
A criança desolada
Ameaçada
Sem pai nem mãe
Paralisada
Minha criança
Que chora
Que foge
Que raiva
Que dor
Tantos anos
Escondendo
Você sabia
Que um dia
Iriam te achar
A brincadeira
Tinha que acabar
Todos os medos
Todas os pesadelos
Todos os monstros
Iriam voltar
Minha criança
O que te resta
É crescer
Cresça depressa
Não interessa
O brinquedo
Que vai se perder
Esqueça os jogos
As brincadeiras
A mãe-da-rua
O pega-pega
O esconde-esconde
O pé no chão
A jabuticaba no pé
As noites escuras
O medo do porão
A morte do seu cão
Que doeu tanto
Sozinho na chuva
Sacrificado
Cresça logo
Saia correndo
Desse quarto
Vá pra fora
Para o sol
Pra secar
Essas lágrimas
Que o pior e o melhor
Estão por vir

quinta-feira, 20 de março de 2008

silêncio

Ele morreu. Estava na notícia do jornal que eu ia ler e me distraí
Era quase meu amigo, nem tanto, mas eu chorei e sofri
Quando ela me ligou contando
que mais um cara bacana
Se foi
Tão jovem
E eu me sinto tão velha, com tantas milhares de recordações inúteis
E nenhum grande sonho pra me levar
Ele morreu. estava lá, na cachoeira
E uma súbita aguaceira o levou
Pra onde?
Virou água, pedra e pó.
Foi levado.
E eu tenho visto a vida passar
Mas não passo
Sou o quadro torto, no lugar errado
O sem sentido, o estorvo
o desajustado

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

all things must pass

Sem pautas, sem pendências, sem lenço, ainda com documentos. Passaporte em dia, acho que vou viajar. Olhar as coisas por aí, respirar o ar da Irlanda e jogar cubo de gelos no mar. Ver as folhas caindo no Central Park, passar a noite de bar em bar. Acabar no Harlem, numa Jam, meio alta, alegre por nada. Esquecendo que todas as coisas, inclusive essas, vão passar.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Rio, carnaval e cinzas

"Esta capital - espécie de sereia falaciosa - pródiga unicamente em sonoridades traidoras para os que vêm aqui pela primeira vez.
Esta cidade continua adstrita ao mesmo dínamo de movimentação excepcional.
É a terra dos agitados e das grandes nevroses da civilização.
Nesta cidade a política e o carnaval, num sentido degradante, ocupam a atenção do público, insuficientemente culto para a verdadeira compreensão dos fins humanos
A humanidade, ao que me parece, é a mesma em todos os ângulos deste planeta vastamente infeliz.
Instintos e interesses próprios - tal é a única expressão real dos espíritos atuais.
É a bestialidade máxima fundida integralmente na ganância superlativa."

Augusto dos Anjos

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Lavoisier

Há algo de terrível nesta norma: nada acaba, tudo se transforma. Estava tirando os entulhos do quintal e fiquei imaginando o que fazer com eles. Vários sacos de pedra que até o lixeiro se recusa a levar. (Coloque umas latas de alumínio e elas desaparecem quase que imediatamente - preço diário na Bolsa de Metais de Londres.) Bom, não adianta jogar em qualquer lugar. Eles não vão desaparecer. Nem a cremação resolve o problema. O pó vai ficar, vai ser comido pelo sapo, vai virar batráquio ou cocô de sapo. O que me remete a uma teoria minha que eu não lembro mais, mas que parecia genial, melhor que a explicação do espiritismo, não é a alma que renasce, mas é o que vem de nossos ancestrais, no DNA, gravado, desde tempos imemoriais, desde as cavernas, já imaginou? Nós estamos aqui porque somos sobreviventes, nossos pais, avós, bisavós, sobreviventes das invasões dos bárbaros, da escravidão, da inquisição, da loucura, da idade das trevas. Então, a vida é realmente bela. Não há tempo para mágoas, águas passadas que não movem os moinhos de Cervantes. Precisamos ser grandes, gigantes, geniais, os melhores, imortais, imorais. Sempre mais. Precisamos passar esse átomo, molécula, pó para os nossos descendentes, eles precisam sobreviver, eles dependem de nós. Temos que ser fortes, os mais fortes, os sobreviventes.

Meu lide

"Como é perversa
a juventude
do meu coração
Que só entende

o que é cruel
O que é paixão
"

domingo, 20 de janeiro de 2008

É isso


segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

from the oldies

Cansaço

Nada demais
Quieta, medida, cheia
De contradições
Vazia de intenções?
Nem sempre
Quero sempre muito e
às vezes queria não querer nada
só pra ser assim
simples
trivial, não gostar de ser
assim tão diferente.
medíocre, mundana
o que quer fosse
só queria ser
sem me importar
sem mistério nem segredo
e sem morrer de raiva
quando eu sinto todo esse
Medo

(esse foi o que me lembrei outro dia depois do seu post)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Welcome 2008

'É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou
E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo'