E aqui estamos. De volta. O eterno retorno. Ampulhetas malditas que não param de escoar. Paris, flaneur, primeiro mundo, alpes brancos, campos verdes, du vin, tartare, tudo para trás. O de novo batendo à porta. Me agarro nas cinzas mais escassas das esperanças. Quem sabe muda? Quem sabe eu mudo. Quem sabe, eu. Mudo. Sei lá. A culpa é do Spleen. Eu tenho mais recordações do que se tivesse mil anos...
(... uma cômoda imensa atulhada de planos
versos, cartas de amor, romances e escrituras
e grandes cachos de cabelo entre as faturas
guarda menos segredos que meu coração.
É uma pirâmide, um imenso porão
E não há túmulo que mais mortos possua
- eu sou um cemitério odiado pela lua,
onde, como remorsos, vermes atrevidos
andam sempre a incomodar meus mortos mais queridos ....)
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
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Um comentário:
Adeus, ó terras da Europa!
Adeus, França, adeus, Paris!
Volto a ver terras da Pátria,
Vou morrer no meu país.
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